Pais, tranquem em casa!
Enquanto Se Eu Fosse Você 2 continua sendo recorde de bilheteria nos cinemas brasileiros, nos Estados Unidos um filme francês/americano é o fenômeno dos últimos tempos. Taken, ou como traduziram aqui Busca Implacável, é um filme de ação e suspense no melhor estilo Bourne que liderou as bilheterias norte-americanas durante duas semanas.
O ex-agente do governo Bryan Mills fala com sua filha pelo telefone quando ela lhe narra a invasão da casa onde está na França, por bandidos que já pegaram sua amiga e estão prestes a te pegar também. De forma rápida e fria, Mills orienta sua filha na eminência do sequestro e junta pistas para poder resgatá-la.
"Não sei quem você é. Não sei o que você quer. Se for resgate, vou avisando, não tenho dinheiro. Só tenho a habilidade adquirida em uma longa carreira nas sombras. Habilidade que faz de mim um pesadelo para gente como você. Se soltar minha filha agora, tudo estará resolvido. Não irei atrás de você; sem procura nem perseguição. Se não soltar, vou atrás de você e vou encontrá-lo. Acabo com você."
Com esta ameça, o personagem interpretado magnificamente por Liam Neeson segue as pistas e se envolve em uma caçada realmente implacável em busca de sua filha. As cenas de ação são eletrizantes. Porém, o roteiro é previsível e cheio de clichês. Enquanto o personagem Bryan Mills é extremamente bem construído, sua filha Kim parece uma criança boba e, apesar dos 17 anos, corre feito uma menininha e faz birra se for contrariada, talvez pela superproteção do pai. Interpretada por Maggie Grace (Shannon da série Lost, agora morena), ela é totalmente incongruente e sua trajetória não convence. Ainda assim, Busca Implacável é daqueles filmes de tirar o fôlego.
Porém, analisando um pouco mais o argumento fica a questão do exagero do mundo perigoso em que moramos. Claro que ninguém aqui é ingênuo para imaginar que sequestros, tráfico de mulheres e quadrilhas internacionais não existam. Porém, o filme beira a um exagero épico que fará pais trancarem suas filhas em casa, com medo de não poder ser o herói que vai salvá-las no final. Mesmo assim, é um filme interessante para quem gosta de uma catarse do mundo real. Pelo sucesso do filme, acredito numa continuação para Bryan Mills que, aliás, é o que move o mundo do cinema na atualidade.
O ex-agente do governo Bryan Mills fala com sua filha pelo telefone quando ela lhe narra a invasão da casa onde está na França, por bandidos que já pegaram sua amiga e estão prestes a te pegar também. De forma rápida e fria, Mills orienta sua filha na eminência do sequestro e junta pistas para poder resgatá-la.
"Não sei quem você é. Não sei o que você quer. Se for resgate, vou avisando, não tenho dinheiro. Só tenho a habilidade adquirida em uma longa carreira nas sombras. Habilidade que faz de mim um pesadelo para gente como você. Se soltar minha filha agora, tudo estará resolvido. Não irei atrás de você; sem procura nem perseguição. Se não soltar, vou atrás de você e vou encontrá-lo. Acabo com você."
Com esta ameça, o personagem interpretado magnificamente por Liam Neeson segue as pistas e se envolve em uma caçada realmente implacável em busca de sua filha. As cenas de ação são eletrizantes. Porém, o roteiro é previsível e cheio de clichês. Enquanto o personagem Bryan Mills é extremamente bem construído, sua filha Kim parece uma criança boba e, apesar dos 17 anos, corre feito uma menininha e faz birra se for contrariada, talvez pela superproteção do pai. Interpretada por Maggie Grace (Shannon da série Lost, agora morena), ela é totalmente incongruente e sua trajetória não convence. Ainda assim, Busca Implacável é daqueles filmes de tirar o fôlego.
Porém, analisando um pouco mais o argumento fica a questão do exagero do mundo perigoso em que moramos. Claro que ninguém aqui é ingênuo para imaginar que sequestros, tráfico de mulheres e quadrilhas internacionais não existam. Porém, o filme beira a um exagero épico que fará pais trancarem suas filhas em casa, com medo de não poder ser o herói que vai salvá-las no final. Mesmo assim, é um filme interessante para quem gosta de uma catarse do mundo real. Pelo sucesso do filme, acredito numa continuação para Bryan Mills que, aliás, é o que move o mundo do cinema na atualidade.

Amanda Aouad
Crítica afiliada à Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema), é doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Poscom / UFBA) e especialista em Cinema pela UCSal. Roteirista profissional desde 2005, é co-criadora do projeto A Guardiã, além da equipe do Núcleo Anima Bahia sendo roteirista de séries como "Turma da Harmonia", "Bill, o Touro" e "Tadinha". É ainda professora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Unifacs e da Uniceusa. Atualmente, faz parte da diretoria da Abraccine como secretária geral.
Pais, tranquem em casa!
2009-02-20T15:23:00-03:00
Amanda Aouad
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