
A história é bem simples, Ryder (John Travolta), reúne um grupo em um plano para sequestrar o metrô que sai às 1h23 da estação de Pelham, no Brooklyn, em direção a Manhatan. Ao parar em um ponto estratégico, ele entra em contato com a central para pedir o resgate de 10 milhões de dólares. Se em determinado tempo, o dinheiro não chegar, ele vai matar um refém por minuto. É aí que entra o personagem de Denzel Washington, Walter Garber, um controlador de tráfego que acaba se transformando no negociador da trama.
O filme se sustenta nesse diálogo. Os dois atores estão muito bem caracterizados e à vontade nas peles de seus respectivos personagens. O bate-bola, então, funciona muito bem. Porém, não é suficiente. Principalmente porque, em determinado momento, o roteirista Brian Helgeland resolve mexer nessa situação confortável, transformando o personagem de Washington em uma espécie de Jack Bauer, tornando o desfecho forçado e inverossímil. O principal erro foi a construção de Ryder, personagem de Travolta, que tinha uma motivação diferente da que parecia inicialmente, até aí tudo bem, mas que acaba tomando uma atitude sem sentido ao final, descaracterizando toda a sua construção inicial.
