
My Fair Lady conta a história de uma vendedora de flores bastante rude e do professor Henry Higgins. A moça passa por aulas de dicção e postura por causa de uma aposta feita entre ele e o amigo Hugh Pickering, dizendo ser capaz de transformar uma simples vendedora de flores numa dama da alta sociedade, num espaço de seis meses.Um musical divertido, com canções inesquecíveis como I Could Have Danced All Night. O talento de Audrey Hepburn é demonstrado nas expressões e transformações na postura de Eliza, que vai evoluindo no decorrer do filme, mas sem perder sua personalidade forte. A parte chata fica por conta do pai da personagem, vagabundo que se aproveita da ascenção da filha para se dar bem. Há cenas intermináveis dele com os colegas.
O mais interessante em My Fair Lady é que trata-se de uma história de amor completamente atípica. Não temos um casal apaixonado, trocando juras de amor. Não há um único beijo no filme. A relação de Eliza e Henry é extremamente tensa, o amor fica velado, sem que nenhum dos dois seja capaz de admitir. O tom de comédia também é muito forte. Eliza é bastante atrapalhada e suas atitudes arrancam risadas do público como na cena em que vai acompanhar uma corrida de cavalos. Ainda assim levou multidões aos cinemas para sonhar com aquele conto de fadas.
E aqui um especial de My Fair Lady para televisão, com Julie Andrews, este foi uma forma de minimizar a polêmica. Eu adoro a voz da eterna Noviça Rebelde e a considero uma excelente atriz, vide seu papel não-musical em Dueto só para um, bom filme de Andrei Konchalovsky. Nem por isso deixo de admirar a Eliza de Audrey. São duas grandes estrelas do cinema.