
No anos 80 e 90, quando a série passava no Brasil, nunca tive a curiosidade de acompanhar. Olhava algumas poucas cenas e não me atraía. A figura de Mr. T interpretando o BA ficou emblemática em minha mente, assim como George Peppard com seu charuto. Ainda assim, preferia as milarabolices de MacGyver, as piadas de Super Gatas ou as confusões da Gata e o Rato. Então, fui ver o filme, tentando não me irritar com cenas de luta e explosões mentirosas, além das piadas que não me agradam. Ação e comédia juntos, nessa sátira exagerada, soa estranho aos meus olhos e ouvidos.
Independente disso, o filme não chega perto da série. Por um motivo muito simples, ele apenas transporta a história para o Iraque e para tela grande, não há um motivo especial para se tornar um longa-metragem. Coronel Hannibal, Cara-de-pau, Murdock e BA são acusados injustamente de um crime e tentam provar sua inocência a todo custo. Pronto. Essa é a história. O resto é composto por correria, tiro, explosões, planos de ação, vôos catastróficos e muita palhaçada para o riso fácil. Adorei a cena do lago com o casal de idosos, mas no geral não consigo rir de tudo isso.

Não se pode negar, no entanto, a feliz mão de Joe Carnahan em conduzir a ação. As montagens em paralelo do plano e da ação, são dinâmicas e muito interessantes. Os enquadramentos ajudam na composição das lutas e os efeitos especiais são muito bons. Há algumas sacadas ótimas no roteiro assinado por Michael Brandt, Derek Haas, Skip Woods, como a cena do hospício com a abertura da série no telão (e o que acontece depois) ou a brincadeira com Coração Valente.

Esquadrão Classe A, é um filme para fãs do gênero. Com um ritmo alucinante, som ensurdecedor e muita piada. Eu, pessoalmente não gosto, mas você pode gostar. E se é fã mesmo, aguarde que tem uma ceninha surpresa após os créditos.
E só pra lembrar, a abertura do seriado original.