
A história gira em torno de três amigos, Eugênio, Cebola e Frida, que resolvem explorar a nova escola um dia antes do início das aulas. O local possui uma lenda de ser mal assombrado pelo fantasma do Barão Von Staffen, fundador do colégio que não suporta crianças burras. Ele costumava torturar os alunos com perguntas diversas e teria morrido do coração após enfrentar a criança mais burra que já tinha visto. Eugênio cresceu ouvindo seu avô contar essas histórias, mas agora, com a morte do senhor, ele tinha apenas seu velho guarda-chuva como companheiro nesta jornada.
Com um clima de Castelo Rá Tim Bum, Eu e meu guarda-chuva bebe na fonte de vários contos e lendas infantis. O local onde Cebola e Eugênio encontram Arnaldo Antunes, por exemplo, lembra muito O Pequeno Príncipe em algum daqueles planetas com seus donos enigmáticos. O fato de ser três crianças, uma menina e dois meninos em um colégio mágico contra um vilão também nos dá um quê de Harry Potter. Ainda assim, consegue ser criativo e bem humorado. A única coisa que cansa é a piada da dor de barriga que não apenas é exaustivamente usada como serve de muleta para resolver vários plots do roteiro.

O filme teve ainda cenas na Suécia e República Tcheca, caprichando, no geral, na direção de arte, função original de Vanzolini. Tudo isso, dá esperanças e me deixa bastante feliz com os novos rumos do cinema infantil brasileiro que parece ter engrenado de uma vez. Não dependemos apenas de Xuxas e Trapalhões enfim. Tomara que muitos outros surjam logo e que cada vez mais possamos evoluir no gênero. A estreia no fim de semana véspera do dia das crianças é mais do que propícia. Que os pequenos possam lotar as salas e tornar essa investida um grande sucesso.