
O mundo fantástico de Jack Black é amontoado de referências à cultura nerd e ao rock'n'roll. Gulliver é um funcionário medíocre da expedição de um jornal de Nova York que inventa saber escrever e parte em uma jornada para uma matéria sobre o Triângulo das Bermudas. Uma tempestade o leva para uma dimensão paralela onde uma pequena ilha de nome Lilliput possui habitantes em miniatura. Guliver aproveita o seu tamanho para recontar a história do mundo e do cinema, onde ele é sempre o protagonista. Então, ele é o presidente dos Estados Unidos, compôs músicas como Sweet child o'mine, defendeu a galáxia de Darth Vader e morreu no Titanic, ressuscitando depois como Avatar.

As referências são engraçadas e os efeitos são bem realizados. A mistura de pequeninos com gigantes soa real. A direção de arte é bem cuidada e os detalhes fazem a diferença. A projeção em 3D, no entanto, é quase nula. Dá uma certa profundidade de tela, é verdade. Em vários momentos reparamos um detalhe ou outro que enriquecem o cenário. Mas, não chega a valer um ingresso mais caro. Para quem gosta de 3D saltando da tela, então, esqueça. Isso não acontece em nenhum momento. A única coisa legal das cópias em 3D é poder ver o novo curta de Scrat, o esquilo de A Era do Gelo.

O roteiro é uma bobagem, aposta todas as fichas na figura de Jack Black e seu estereótipo reforçado, principalmente, por Escola do Rock. Do original, só os nomes e a situação de uma cidade miniatura que vive em guerra. Há coisas lamentáveis como a forma como ele é aceito pelo reino de Lilliput. Bobagem tem limite. Outras são bem legais como o Kiss em miniatura tocando Rock and roll all night. É daqueles filmes que funcionam como uma pegadinha televisiva. Se paramos para analisar é uma grande bobagem, mas ao assistir, não há como deixar de rir em algum momento.