
A trama gira em torno de dois casais bem diferentes. Leandro Hassum e Danielle Winits são Tino e Jane, novos ricos graças a um acerto na loteria, que esbanjam e vivem de maneira irresponsável. Kiko Mascarenhas e Rita Elmor são Amauri e Laura, seus vizinho. Um casal cheio de regras e posturas que sofrem com as extravagâncias do casal ao lado. Tudo muda quando Tino descobre que está falido e vai precisar dos conselhos financeiros de Amauri. O problema é: como esconder isso de Jane, que dá a notícia de que está grávida novamente?

Esse talvez seja um problema no tempo da montagem. Por Hassum ter uma explosão cômica boa, com muitos gestos e expressões engraçadas, o filme acaba demorando um pouco a mais em cada cena, deixando o ápice do riso cair. Talvez, se tivesse um ritmo mais ágil, deixando muitas coisas no ar, fosse melhor. Ainda assim, o filme constrói bem a sua linha cômica, contando uma história divertida e com boas cenas.


E claro, para agradar todos os públicos, ainda tem a trama do casal adolescente, Bruno e Tete, filhos dos dois casais. Bruno é o garoto tímido e romântico, filho de Amauri e Laura. E Tete é a filha mais velha de Tino e Jane, que parece ser a única voz da razão diante daquela família sem regras. Apesar da história deles não ter muito espaço, nem grande importância na trama, está ali, como mais um elemento para agradar todos os públicos.
No final, Até que a Sorte nos Separe demonstra-se uma boa surpresa. Com algumas falhas e clichês, mas que também a torna uma comédia bem feita. Engraçada, divertida e com momentos de reflexão. Divertimento certo para todos os gostos.
Até que a Sorte nos Separe (Até que a Sorte nos Separe, 2012 / Brasil)
Direção: Roberto Santucci
Roteiro: Paulo Cursino
Com: Leandro Hassum, Danielle Winits, Kiko Mascarenhas, Ailton Graça e Rita Elmor
Duração: 105 min