
Estamos em um futuro próximo, em plena Copa do Mundo no Brasil. Jorge Capitão, o policial incorruptível do BOP (sim, eles perderam o E) tem sua imagem manchada perante a opinião pública quando salva de um sequestro o camisa 10 da Argentina. A partir daí sua vida entra em uma maré de azar, enquanto tenta decifrar o aviso que Bruno De Luca lhe deu: alguém está planejando assassinar o Papa. Tudo que ele sabe é que o assassino se fantasia de palhaço e o crime deve acontecer na final do Mundial.


Algumas piadas funcionam, como a sequência inicial no sexshop, ou algumas referências como a questão do Oscar e do Kikito. Mas, nesse ponto é quase uma piada interna, já que o roteiro tem razão, o público em geral não dá a mínima para "Kikitos". A situação do "Fuleco"e o Cristo Redentor é absurda, mas até que tem uma brincadeira interessante e tentativa de crítica. Porém, é pouco para salvar a produção.

A ideia era até boa. Sair da mesmice, criando uma paródia. Ainda mais juntando no elenco nomes de destaque do humor atual, olhando inclusive para a internet, onde Porta dos Fundos se tornou um fenômeno de massas e nomes como o de Rafinha Bastos encontram espaço fértil para ir além do que podem na televisão. Mas, a mistura não deu os frutos esperados. Talvez porque parodiar a própria comédia seja mais difícil que os outros gêneros, e tem muita comédia ali. Mas, mesmo a brincadeira com Tropa de Elite ou Chico Xavier não funciona tão bem quanto prometia. Quem sabe da próxima vez.
Copa de Elite (2014 / Brasil)
Direção: Vitor Brandt
Roteiro: Pedro Aguilera, Vitor Brandt
Com: Julia Rabello, Rafael Studart, Marcos Veras, Alexandre Frota, Rafinha Bastos, Anitta, Bruno de Luca, Bento Ribeiro, Antonio Pedro, Thammy Miranda, Babu Santana
Duração: 88 min.