
A trama se passa anos depois do último filme, quando o governo dos Estados Unidos está "caçando" os Autobots para não passar novamente pelos acontecimentos de Chicago. Paralelo a isso, o fazendeiro Cade, vivido por Mark Wahlberg, tenta sustentar sua filha criando invenções tecnológicas diversas, até que encontra um caminhão velho que, na verdade, é Optimus Prime disfarçado. A partir daí sua vida, de sua filha e do namorado dela ficam na mira das autoridades norte-americanas. E eles ainda vão se envolver em uma batalha alienígena.

O plot principal é do personagem de Mark Wahlberg e família. Mas, temos a questão da fábrica do personagem de Stanley Tucci, o agente vivido por Kelsey Grammer que não explica muito bem suas motivações, o drama dos Autobots e a história do alienígena que está verdadeiramente caçando os Autobots e, principalmente, Optimus Prime. E depois ainda vem a questão dos antigos guerreiros. Ou seja, é muita coisa e pouco desenvolvimento.


Os atores não chegam a comprometer a trama, nem se sobressaem, estão ali como mais algumas peças a exemplo de cada robô gigante. Não há grandes emoções a serem exploradas, nem personagem extremamente bem desenvolvidos. Tudo fica meio solto. Na verdade, o personagem melhor desenvolvido é o líder dos Autobots Optimus Prime. Ele tem uma carga dramática que os realizadores não tem a coragem de aprofundar construindo uma trama focada nele e não nos humanos.
Transformers: A Era da Extinção é, então, mais do mesmo. Só que um mesmo ainda mais grandioso e cansativo. Onde a tecnologia esbanja talento e o drama passa distante. Talvez com uma hora a menos, fosse uma diversão garantida. Com 165 minutos de duração, se torna cansativo demais.
Transformers: A Era da Extinção (Transformers: Age of Extinction, 2014 / EUA)
Direção: Michael Bay
Roteiro: Ehren Kruger
Com: Mark Wahlberg, Nicola Peltz, Jack Reynor, Stanley Tucci, Kelsey Grammer
Duração: 165 min.