
A história já é conhecida, a encarnação de Atena corre perigo, e cabe aos Cavaleiros de Bronze que foram treinados desde pequenos para protegê-la, atravessar as doze casas do Santuário e enfrentar o grande mestre. Alguns Cavaleiros de Ouro entenderão a missão e acabarão ajudando os jovens Seiya, Shiryu, Hyoga e Shun, outros poderão ser seus inimigos mortais.

A passagem pelas doze casas é feita de maneira apressada também, focando em lutas específicas, mas que acabam perdendo muito da preparação dos Cavaleiros para conseguir atingir o máximo de seus cosmos. O passado deles, que retorna no anime sempre em flashbacks que ajudam a construir melhor suas trajetórias, é retirado, ficando difícil entender boa parte da essência de cada um deles.

Outro ponto que chama a atenção em relação aos animes é no tom mais clean visando a classificação indicativa livre. Enquanto os desenhos chegaram a criar polêmicas na época pelo excesso de violência explícita, o filme não nos mostra sangue. As lutas continuam, eles caem e apanham bastante, principalmente Seya, mas apesar de arranhões e rachaduras nas armaduras, o sangue não é visto, não escorre, não jorra, não enche a tela, deixando tudo mais limpo e com uma sensação de quase não violência.

Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário não precisava existir. Não acrescenta ao que já conhecemos, nem apresenta tão bem às novas gerações toda a sua mitologia. Em um tom mais infantil, pode ser uma porta para esse universo rico em sagas que trazem um tom repetitivo, mas que não deixam de nos envolver. Uma forma de vê-los também nos cinemas, em uma versão mais trabalhada esteticamente. Mas, poderia ser melhor. Sempre poderia ser melhor.
Os Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário (Seinto Seiya: Legend of Sanctuary, 2014 / Japão)
Direção: Kei'ichi Sato
Roteiro: Chihiro Suzuki, Tomohiro Suzuki
Duração: 93 min.