
No filme do quase desconhecido Patxi Amezcua, Darín interpreta Sebastián, um advogado prestes a defender um caso importante que envolve política e corrupção, mas que tem seu pior desafio ao ver seus filhos desaparecem dentro do próprio prédio onde moram. A partir daí, a sua jornada será desvendar esse mistério e resgatar as crianças o quanto antes, sem nenhuma sequela.

O roteiro, no entanto, apesar de nos prender, acaba sendo frouxo em sua resolução, principalmente, ao revisarmos mentalmente todos os acontecimentos. Há uma certa inverossimilhança na construção dos personagens e o óbvio desvio de atenção para personagens aparentemente suspeitos a todo instante. Mas, não chega a ter aquele nível infantil das telenovelas brasileiras de colocar todos os personagens em atitude suspeita para que o público não descubra "quem matou".

Criar suspense dentro de um cenário tão comum quanto o hall, o elevador e as escadarias de um edifício em plena luz do dia, acaba sendo um feito a ser admirado. Patxi Amezcua não consegue manter a tensão até o final da projeção, é verdade, mas a parte inicial é bastante feliz ao nos deixar tensos junto àquele pai, tentando entender como duas crianças podem sumir entre um degrau e outro.
Apesar dos problemas de roteiro, Sétimo acaba sendo, então, um bom filme. Talvez um ator menos talentoso fizesse a obra se perder no caminho, mas Ricardo Darín consegue manter o nosso interesse por toda a projeção, nos levando juntos em um suspense com poucos recursos.
Sétimo (Séptimo, 2014 / Argentina)
Direção: Patxi Amezcua
Roteiro: Patxi Amezcua, Alejo Flah
Com: Ricardo Darín, Belén Rueda, Abel Dolz Doval
Duração: 88 min.