
Porchat interpreta Bruno, um rapaz que acaba se separar de sua esposa e começa a não ver mais as pessoas. Sua mãe, interpretada por Irene Ravache, faz de tudo para ajudá-lo, mas parece que a cada dia, ele vê menos pessoas. Com a ajuda de um psiquiatra, ele irá tentar entender o que está acontecendo.

E isso é algo que não se pode negar em Entre Abelhas. É um filme bem feito. Um bom roteiro, bem dirigido e com boas atuações, que possui ritmo, alguma graça, mas onde a questão existencial predomina. Afinal, o que se passa com Bruno? Por que ele não consegue mais ver as pessoas?

Mas, o mais interessante do roteiro é que ele não é óbvio, ou explícito. Muito de sua explicação vai sendo construído por pistas lançadas nas sessões de terapia. O filme não lhe dá nada pronto, deixando que seu poder de observação construa as elipses, inclusive a resolução.
O que não significa que estejamos diante de uma obra-prima brasileira. É um filme bem feito, mas não traz nada de novo ou especial diante das diversas obras já vistas no cinema do gênero. Inclusive, repleto de clichês como o amigo farrista e garanhão. Mas, é interessante que estejamos conseguindo construir algo assim também.
Entre Abelhas é um filme de entretenimento, mas inteligente, e busca utilizar o humor para algo além da simples gag. Não espere, no entanto, se embolar de rir, ainda que tenham algumas cenas bem engraçadas.
Entre Abelhas (2015 / Brasil)
Direção: Ian SBF
Roteiro: Fábio Porchat, Ian SBF
Com: Fábio Porchat, Irene Ravache, Marcos Veras, Luis Lobianco, Giovana Lancellotti, Leticia Lima
Duração: 99 min.