
Baseado no livro de Delphine Coulin, a trama gira em torno do imigrante ilegal Samba, que começa a ter dificuldades de encontrar emprego após ser pego pela imigração. Detido, ele conhece Alice, uma alta executiva com estafa mental, que está como voluntária em uma ONG para ajudar pessoas assim. Entre mentiras, documentos ilegais e pequenos bicos, Samba vai buscando sobreviver, enquanto ajuda Alice a se reequilibrar emocionalmente.


Já Alice é construída por Charlotte Gainsbourg como uma pessoa digna de pena, sempre com olhar perdido, sofrida, mas também uma boa pessoa que está em uma fase ruim, mas merece superá-la. Claro, que Olivier Nakache e Eric Toledano não podiam perder a oportunidade de uma piadinha referência a seu papel em Ninfomaníaca. Mas, tirando isso, temos distúrbios psicológicos diferentes.

Assim, Samba, apesar de ser uma comédia leve, flerta com o drama e até mesmo a crítica social, nos trazendo cenas de pura sátira como os depoimentos dos imigrantes para as pessoas da ONG, de tensão em algumas batidas policiais e de sofrimento em alguns acontecimentos que interferem no destino do protagonista. Mas, há também alívios cômicos, envolvendo principalmente Wilson em duas performances com músicas brasileiras.
Daqueles filmes que tem tudo para agradar o grande público. Leve, sem maiores compromissos, apenas contando uma boa história com bons personagens interpretados por ótimos atores. Sem grandes inovações ou mesmo uma direção extremamente criativa, mas o cinema também é feito disso. Puro entretenimento de qualidade.
Samba (Samba, 2014 / França)
Direção: Olivier Nakache, Eric Toledano
Roteiro: Olivier Nakache, Eric Toledano
Com: Omar Sy, Charlotte Gainsbourg, Tahar Rahim
Duração: 118 min.