
Resgatei esse trecho da crítica de Maze Runner: Correr ou Morrer para explicar o porquê de Prova de Fogo, o segundo filme da série baseada nos livros de James Dashner ser tão inferior. Não que o mistério tenha acabado completamente, mas muito dele já se dissipou e o que resta é uma tola briga de puxa e esconde, baseada na perda da memória dos meninos.

Na verdade, aquela simpática história de labirinto cheia de mistérios se demonstrou um apocalipse zumbi onde algumas crianças são imunes à praga. Como o experimento ajuda a trazer a cura, ainda é um mistério. Mas, a essa altura pouco importa. Ou mesmo se C.R.U.E.L. é bom ou ruim. O fato é que o roteiro desse segundo filme é algo como um videogame de fases.
Primeiro temos a fase do laboratório, depois a dos zumbis, passando pelo deserto, cidade com direito a rave e, por fim, os rebeldes. Acompanhamos as peças se movimentando no jogo de uma maneira uniforme e até mesmo previsível. Não fica muito claro como Thomas pensa em sobreviver, nem inverter aquela situação. Ele simplesmente continua correndo e enfrentando os obstáculos que vão surgindo.

Este vínculo cria uma emoção a mais, nos fazendo nos importar com o destino deles. E Wes Ball trabalha bem isso em alguns momentos. Há uma cena mesmo, em um plano geral, com eles andando em fila quando ouvem um som e param por alguns instantes. Talvez seja esse o melhor momento do filme, forte, poético e simbólico.
No final das contas, Maze Runner: Prova de Fogo não acrescenta muito à série. Thomas e seus amigos avançaram muito pouco desde o vídeo que assistiram ao final do primeiro filme até aqui. Não há tantas novas descobertas nem resoluções que justifiquem os 131 minutos de projeção. Agora nos resta A Cura Mortal, terceiro livro da saga.
Maze Runner: Prova de Fogo (Maze Runner: The Scorch Trials, 2015 / EUA)
Direção: Wes Ball
Roteiro: T.S. Nowlin
Com: Dylan O'Brien, Kaya Scodelario, Thomas Brodie-Sangster
Duração: 131 min.