
Na verdade, a receita de bolo é de Dan Brown. Ele criou um método próprio para chamar a atenção, dosando muito bem o suspense e fazendo pose de dados históricos envolvendo os bastidores da Igreja Católica para gerar polêmica. Não teve erro. Virou best-seller porque foi competente naquilo que se propôs. Não vejo muita diferença dele para nosso Paulo Coelho. Sua forma de escrever pedia um filme e a indústria não perdeu tempo.
Ótimo! Cinema também é entretenimento. E o filme cumpre o seu papel. Aqui melhor do que em O Código Da Vinci, por ter uma história mais concisa e por ter tirado um detalhe muito incômodo no final do filme. Realmente a resolução ficou muito melhor, menos fantasiosa, por mais que ele tenha dito que era científica no livro. Por outro lado, ao cortar o discurso do Camerlengo, ele quebrou um encanto em relação ao personagem que tornou o seu final esquisito. Mas, enfim, não vou falar demais para não virar spoiler, quem viu e leu sabe o que estou falando.
Uma coisa curiosa foi o fato de tornarem o filme uma continuação de O Código da Vinci, quando o livro narra uma aventura anterior a saga do Santo Graal. Na verdade, o livro foi lançado antes, o sucesso de O Código é que foi maior e o tornou prioridade na lembrança de todos. De qualquer forma, a continuação ficou sutil, apenas na indicação de que Robert Langdon teria tido um problema com a Igreja anteriormente.
Falando do filme, propriamente dito, a interpretação de Ewan McGregor é o destaque do elenco. Denso, em um personagem complexo e forte, ele realmente chama a atenção e destoa dos demais. Impressionante como um ator que já ganhou dois Oscar como Tom Hanks

Por tudo isso, repito que o filme cumpre o seu papel, um bom entretenimento com pinceladas de cultura, feito exclusivamente para fazer sucesso. Deve conseguir, da mesma forma que O Código da Vinci foi recorde de bilheteria.