
A linguagem é dinâmica, iniciando com o cantor na estrada e o seguindo em sua última turnê pelo Brasil. Em paralelo são entrevistadas mulheres de diversas classes sociais que são fãs do cantor, expondo o porquê de suas músicas fazerem tanto sucesso. Há imagens interessantes de sua cidade natal: Caetité, no interior da Bahia, entrevistas com suas ex-esposas e com a última companheira (o cantor faleceu ano passado).
Um dos momentos mais tensos do filme é o embate com o filho de Waldick em uma boate. O encontro casual gera uma discussão velada expondo as dificuldades afetivas do artista. Contrastando com os depoimentos de fãs que o consideram sensível e amoroso.
A figura do machão é reforçada durante toda a projeção, porém sem julgamentos. A diretora apenas expõe as posturas e dificuldades de Waldick em sua vida pessoal, as relações difíceis com suas ex-esposas e a solidão no fim da vida. Mostrando suas músicas e apresentações com fãs apaixonadas, chorando, ela contrasta bem a figura do artista com o homem por trás da fama.
É um belo filme, mesmo para quem não gosta do cantor. Linguagem fácil, envolvente e simples. Cumpre bem o seu papel de expor a paixão da diretora e o porquê de Waldick Soriano ser um ícone da música romântica do país.
O filme entra em cartaz em Salvador no Circuito de Arte a partir do dia 21 de agosto, a sessão com a presença de Patrícia Pillar hoje é apenas para convidados.