
O tema me lembrou muito dois filmes com estética parecida, o eterno Festa de família de Thomas Vinterberg - um dos símbolos do Dogma 95 - e Feliz Natal, de Selton Mello. Os três têm uma família reunida em torno de um grande acontecimento que é desestabilizado pela chegada de um membro problemático. Outros tantos, devem ter usado o mesmo mote, mas a construção fílmica desses me veio logo à mente.
O drama de Kym é forte. A personagem, interpretada muito bem por Anne Hathaway, saiu da clínica de reabilitação para o casamento de sua irmã, expondo feridas de todos ali presentes e criando situações delicadas. Interessante perceber que o filme induz o tempo todo o espectador a esperar que Kym faça uma besteira. Ficamos tensos a cada gesto incomum da personagem, como quando ela pede a palavra no ensaio da cerimônia, ou quando pega o carro após uma forte discussão com Rachel.

De qualquer maneira, O Casamento de Rachel é um filme belo, que expõe as dificuldades do ser humano de amar e ser amado, construindo barreiras entre si, mas ao mesmo tempo sendo capazes de superar grandes tragédias em nossas vidas.