
Essa ambientação serve para ligar as seis histórias e ser chamado de um longa, mas poderiam ser também vários curtas interessantes. O primeiro, Pênalti, fala de um juiz que vendia seus jogos, sendo o mais engraçado de todos e contrastando com o segundo que é o mais triste. Ele fala sobre Paulinho Majestade, um grande jogador agora decadente que vende seus troféus para sobreviver. Depois vem Pivete, sobre a história de um garoto bom de bola, mas que está envolvido com a marginalidade. Seguido de Azul, sobre um craque que acaba de fazer o gol mais bonito da carreira, vai ser contratado por um time europeu, mas ainda sobre discriminação racial. Pai Vavá conta a história de um craque corinthiano que, contundido, vai contar com um trio de torcedores muito engraçados para voltar aos campos. E Hotel, o mais fraco de todos, mostra dois jogadores que queriam burlar a concentração do time para encontrar com mulheres.

O longa teve uma continuação em 2006, retratando agora a situação da modernização do futebol, da realidade dos craques indo para europa e a tietagem das meninas. Inferior ao original, o filme perde um pouco dessa simplicidade de falar de futebol e de "casos" do nosso país, tentando uma crítica que não se aprofunda nem diverte. Uma pena.