
O roteiro de Bruce Joel Rubin é bastante inteligente ao ser sutil nos problemas criados pelas constantes viagens no tempo de Henry. Seja no futuro, deixando sua esposa Clare sozinha, ou no passado, quando acaba induzindo a pequena a se apaixonar por ele. Interessante ver também, que à medida em que amadurece, a moça vai gostando mais da versão contrária do amado. Quando era pequena, Clare se apaixonou pela versão madura de Henry e ao encontrá-lo, quando os dois estão jovens, parece gostar mais do homem mais velho. Quando o casal vai amadurecendo e os problemas vão surgindo, ela vai sentindo falta do doce e jovem Henry. Uma relação confusa de sentimentos que o fazem disputar com ele mesmo o espaço no seu coração.

Na parte técnica tenho pouco a dizer. Robert Schwentke faz um filme redondo e a fotografia de Florian Ballhaus acerta ao deixar o longa com imagens sempre em tons outonais, destacando uma certa melancolia. A montagem das viagens no tempo e a ordem de alguns detalhes que vão explicando o desfecho do filme ajudam na narrativa, construindo um belo drama, em que tanto Eric Bana quanto Rachel McAdams conseguem defender seus personagens com grande emoção e verdade. É bonito, por mais que alguns achem piegas. Talvez por isso, Brad Pitt e sua esposa na época Jennifer Aniston tenham comprado os direitos de adaptação antes mesmo do livro ser lançado. A idéia era os dois protagonizarem o longa. Mas, o tempo passou, tudo mudou e Brad acabou sendo apenas o produtor executivo do mesmo, enquanto Aniston não teve nenhuma participação.
Ah, e a escolha do cartaz é porque achei a imagem muito mais bonita que a versão brasileira.