
Dito isso, fica até complicado uma análise mais profunda. 2012 praticamente não tem história, é uma correria só, estilo salve-se quem puder, sem faltar um super herói quase imortal, um maluco anunciando o fim do mundo, um cachorro Highlander, um presidente dos Estados Unidos liderando as ações mundiais, os assessores inescrupulosos que só querem salvar a si mesmos e os éticos que se incomodam com isso. Vale ressaltar que o presidente é negro, tal qual o atual chefe de Estado do momento, Obama. E que o maluco que anuncia o fim do mundo é até uma variação interessante, com uma rádio pirata, um blog e algumas teorias que dão o único embasamento para a teoria Maia expressa no título do filme.
O forte é mesmo os efeitos especiais. Não há nada de novo, mas tudo é muito realístico e bem feito. A forma como a Califórnia é destruída impressiona. A grande onda no Himalaia também. O Rio de Janeiro é visto por uma televisão, em cenas muito rápidas, mesmo assim, é interessante perceber que o Brasil já está sendo lembrado por Hollywood. A erupção vulcânica é grandiosa, deixando O inferno de Dante no chinelo.

O fato é que 2012 é o que parece, uma correria cheia de efeitos especiais e muita mentira. Diversão pura, se você for com esse espírito. Se procura um filme com conceito, não vá, pois vai acabar se irritando.