
Angelina Jolie é Christine Collins, uma mãe solteira que procura seu filho desaparecido. Cinco meses depois, a polícia de Los Angeles lhe apresenta um garoto dizendo ser o seu Walter, o que a mulher não reconhece, obviamente. Começa, então, uma luta contra um sistema viciado, em busca da verdade e justiça.
A narrativa é clássica, onde bons e maus estão bem definidos, principalmente nas figuras do reverendo Briegleb (John Malkovich) e policial Jones (Jeffrey Donovan), respectivamente. O hospital psiquiátrico é caricatural, mas bem próximo da realidade dos anos 30 nos Estados Unidos. Ainda assim, parece que Eastwood se sente à vontade tanto no melodrama da primeira parte, quando na trama policial que se inicia na segunda parte do filme. A verdadeira reviravolta em A Troca não está no menino que não é o filho da senhora Collins, mas no que aconteceu ao filho verdadeiro e outras crianças americanas. E principalmente, como a polícia de Los Angeels não quis ver a verdade, trancafiando Christine Collins e encobrindo seu próprio erro.

A Troca é um filme que toca em diversos assuntos sérios e complexos como o papel da polícia, a corrupção dentro dela, a precariedade do sistema de saúde mental e outros detalhes que seriam spoilers. Mas, no fim, a narrativa se resume a uma trama muito simples. A luta de uma mãe para reaver seu filho desaparecido. Talvez, por isso, seu êxito não tenha sido completo. Ainda assim, é um bom filme.