
Larry Gopnik é o típico cidadão americano. Professor de Física, casado, com dois filhos, certinho e judeu. De repente, sua vida começa a desmoronar, afinal, sua esposa quer se separar para casar com um viúvo amigo da família, seu aluno coreano quer suborná-lo, seu filho fuma maconha e briga por dinheiro com a irmã fútil que por sua vez roubou do próprio pai, seu vizinho está invadindo seu terreno e seu irmão doente está com problemas com a polícia. Para completar, ele tem algum problema de saúde não definido. Com tudo isso, Larry recorre aos seus guias espirituais para tentar entender o porquê de tudo aquilo. Mas, existem coisas que simplesmente não tem explicação e vamos sendo apresentados aos poucos a sucessão de incertezas e vulnerabilidades da vida.

Apesar de se passar nos anos 60, a trama é bastante atual e faz uma crítica direta à sociedade americana e a crise econômica. Mesmo utilizando o judaísmo como metáfora, não se deve ver o filme como uma crítica à religião, mas sim à tradição daquela comunidade. Toda a construção do roteiro, direção e montagem é para misturar os conceitos de causa e efeito, com sequências em paralelo que nos parecem relacionadas, mas dão viradas surpreendentes, como dois acidentes de carro, sonhos de Larry ou situações de pai e filho. É um filme para ser digerido aos poucos, como tudo que seus realizadores fazem.