
O argumento é simples: pai e filho caminham pelo mundo devastado tentando sobreviver fugindo dos homens maus (os canibais) e procurando os homens bons que nem sabem se ainda existem. Não há um objetivo traçado, um plano, nem um plot específico. Eles simplesmente vão andando, e lidando com o que encontram. O que torna o filme interessante é, então, a relação dos dois atores e a dramatização das situações difíceis.

Viggo Mortensen está muito bem no papel do pai sofrido e determinado, assim com o pequeno McPhee que demonstra sofrimento de gente grande. O filme ainda traz participações especiais de atores como Robert Duvall e Guy Pearce.
A sensação que fica após o término do filme é que somos tão privilegiados e nem nos damos conta disso. Reclamando de coisas bobas que nos parecem verdadeiras tragédias. Talvez os filmes atuais estejam querendo nos alertar para o consumo consciente, ou talvez seja apenas oportunismo quando se fala tanto em fim dos tempos. O fato é que o diretor australiano Hillcoat e o roteirista Joe Penhaal conseguiram construir tensão em cima do nada, ou quase nada. A ação é sempre algo esporádico, que não se sustenta, mas está sempre rondando essa situação extrema e a relação dos dois personagens.