
O do Umbral, selecionei porque além de ser o mais recente, impressiona pela riqueza de detalhes. Interessante ver que cada figurante teve uma composição, pensando em sua história e o que fazia ali. Os cenários, a maquiagem. Isso tudo em uma produção nacional, empolga. Não sei como ficou a duração dessa sequência no roteiro. No livro, a parte do Umbral leva apenas o primeiro capítulo, mas é bastante impactante se pensarmos que Nosso Lar foi efetivamente a primeira obra que descreveu com detalhes a vida além-túmulo. Fico imaginando a revolução daquilo na época. Com treze anos, eu fiquei bastante assustada ao ler a descrição daquelas páginas.
O segundo selecionado foi o Arte. A justificativa é parecida com o primeiro. É empolgante ver um trabalho de maquiagem, figurino e cenários tão minucioso em um filme nacional. Significa novas possibilidades para o cinema brasileiro, abertura para indústria e, no mínimo, uma forma de chamar a atenção. Eu espero, sinceramente, que o resultado não nos decepcione.
Por último, coloco A Muralha. Ela fala da cena que mais me marcou no livro, o resgate das vítimas da Segunda Guerra Mundial. O alerta, a forma como Nosso Lar se preparou, a grande quantidade de espíritos retornando em situações delicadas, tudo nos mostra o quanto uma guerra pode desestabilizar o planeta.