
A história começa com um prólogo contando a trajetória de Zero Cool, um garoto que inutilizou 1507 computadores em Wall Street com um vírus. Indiciado e condenado ele fica até os dezoito anos proibido de tocar em um computador, mesmo assim, torna-se uma lenda no mundo virtual. Quando se muda para uma nova cidade junto a sua mãe, o garoto conhece outros Hackers e acaba envolvido em uma caçada especial. Um maluco armou um plano mirabolante com um vírus especial para dar um golpe na empresa que trabalha e culpar os "Hackers". É engraçado que a categoria fica totalmente estilizada, como uma gang. Mas, ao mesmo tempo, o filme brinca com esse estereótipo, afinal, são eles os injustiçados, que tem que se unir para limpar o nome.

Aliás, toda a estética do filme é estereotipada, com roupas psicodélicas em cores berrantes. Angelina Jolie parece mais uma versão tímida de de Lady Gaga do que uma profissional da computação. Fora a eficiência da polícia em localizar os pequenos infratores. Mas, como já falei, a época diz muito. O público ainda achava que tecnologia e internet eram coisas do outro mundo. Por isso a estilização. Ninguém em sã consciência acharia aquilo tudo real.
Independente da verossimilhança ou exageros, no entanto, o filme é divertido. É possível se envolver com aqueles garotos e sua trajetória de guerra cibernética. Além de conhecer o primeiro papel de algum destaque de Jolie. Quer algo mais cult que isso?