
O filme já começa impactante. Burt Lancaster é o trapezista Mike Ribble, único capaz de fazer o salto triplo no trapézio. Ele se prepara, salta e cai. Não apenas na rede, mas no chão. Há uma passagem de tempo e o jovem Tino Orsini, vivido por Tony Curtis, aparece no circo a sua procura. Ribble agora é apenas um montador, ficou com um defeito na perna, mas o rapaz quer que ele o treine, pois pretende aprender o salto triplo. O embate dos dois se passa nos bastidores de um teste onde o empresário do circo irá comprar alguns números que serão apresentados no espetáculo. É nesse jogo de articulação para se dar bem que surge Lola, a interesseira vivida por Gina Lollobrigida.

Lola quer ser a estrela do circo e não poupa esforços para conseguir seu intento, inclusive jogar seu charme para os dois parceiros de trapézio. O jogo de sedução e troca de interesses é bem amarrado, nos envolvendo na história. As personalidades são bem datadas e marcadas, mas fazem parte da estrutura fílmica da época. Tino é o bobo, deslumbrado e presa fácil. Lola é a femme fatale. Ribble é o esperto e inteligente, mas que acaba enredado pela situação.

Emoção não falta nesse longametragem de 1956. Bom roteiro, boa direção, boas atuações e cenas fortes tornam Trapézio uma boa opção em qualquer tempo.