
Mas, é bastante compreensível a preocupação em relação a imagem do nosso país, já que a maioria dos filmes norte-americanos que citam o Brasil estarem sempre com uma visão estereotipada do nosso dia a dia. Por isso, o susto ao ver os dois minutos iniciais de Rio que foi divulgado em janeiro. Prestem atenção:
Surreal, não? Mas, temos que levar em consideração que é a abertura do filme. Essas apresentações musicais com milhares de licenças poéticas é natural. As imagens psicodélicas formadas com as penas dos pássaros é uma mistura de parada Disney com o carnaval carioca. Pelo menos temos uma cuíca bem tocada e bichinhos sambando de verdade. É claro que o filme não deve ser todo nesse ritmo. Então, é possível relevar tantos pássaros sambando nas árvores cariocas e toda a mistura de fauna e flora que vemos nesse início. O que não podemos negar é a beleza das imagens. O cenário é lindo por si só, só aquela abertura já com o amanhecer já vale. Imagine na tela grande?

Fora isso, Carlos Saldanha já demonstrou ser um ótimo diretor de animações. Trabalhando na equipe de A Era do Gelo, e de Robôs, Saldanha conseguiu dirigir sozinho um curta-metragem com A Aventura Perdida de Scrat que rendeu uma indicação ao Oscar. O feito chamou tanta atenção que ele assumiu a direção das duas continuações da série. Confesso que não gosto muito do roteiro de nenhum dos dois longametragens seguintes, mas ambos tem qualidade de produção inegáveis. Por isso, desde o anúncio do filme Rio, a curiosidade foi crescente.
Sempre afirmo que a expectativa nunca é uma boa companheira dos filmes. Mas, no caso de Rio, não há como não tê-la. Mexe não apenas com a curiosidade e gosto por animação, mas com nosso patriotismo. Só resta esperar dia 08 de abril para conferir se ele é tudo isso mesmo. Tomara que sim.
Pra terminar, uma reportagem do TeleCine com Carlos Saldanha: