
O capitão Colter Stevens acorda de repente em um trem, na frente de uma mulher que nunca viu e em um corpo que não é o seu. Tudo é muito confuso, ele se sente perdido, até que uma bomba explode e ele descobre que faz parte de uma missão secreta americana chamada de Código Fonte. O que é essa missão e o que está exatamente acontecendo ali, nem Stevens nem o espectador sabem direito, as informações vão sendo dadas aos poucos e cada uma vai nos surpreendendo e instigando.

O roteiro de Ben Ripley é bem feito, costurando bem as idas e vindas de Stevens a cada tentativa de descobrir o terrorista. Assim como a direção de Duncan Jones já nos conduz em cada detalhe de uma forma inteligente, dando pistas sem entregar tudo de uma vez. É preciso retornar várias vezes àquele trem para compreender tudo o que aconteceu ali. Literalmente. Somos jogados junto com o capitão Stevens naquela viagem psicológica, astral, temporal. O jogo de imagens é bem feito nesse vai e vem que poderia ser repetitivo, mas se torna cada vez mais urgente e instigante. Mais do que ficção científica, Jones se utiliza do pacote de efeitos de romance policial para prender o espectador. E funciona.


Contra o tempo não é impactante quanto Lunar, é verdade. O primeiro filme do filho de David Bowie surpreendeu o mundo em diversos aspectos, até na forma como ele brinca com nossa expectativa em relação ao computador que ajuda o protagonista. Aqui, as referências são mais leves e muitas situações são repetitivas, trazendo pouca originalidade ainda que a premissa principal a seja. De qualquer forma é um filme envolvente, bem realizado e com uma boa dose de curiosidade e adrenalina.
Contra o tempo (Source Code: 2011 / Estados Unidos)
Direção: Duncan Jones
Roteiro: Ben Ripley
Com: Jake Gyllenhaal, Michelle Monaghan, Jeffrey Wright, Vera Farmiga.
Duração: 93 min