
David Lightman é um garoto aficcionado por jogos eletrônicos e tudo que está ligado a informática. Ao ver um anúncio de um jogo revolucionário que está prestes a ser lançado, como um bom hacker, vai tentar encontrar os arquivos da empresa para testá-lo antes de todos. É nessa brincadeira que ele acaba se conectando ao computador do exército dos Estados Unidos e inicia uma trama tensa que pode resultar na terceira guerra mundial. Sua dificuldade agora vai ser convencer a todos que aquilo é apenas um jogo e que ele não é um espião russo.

O filme demonstra isso diversas vezes. A crença no que a máquina nos mostra é tanto que não raciocinamos quanto ao sentido daquilo tudo. É o que diz um personagem-chave na parte final quando tenta abrir os olhos dos militares: "Isso faz sentido?". Ninguém parecia ter parado para perceber isso. Acreditamos no que o computador diz e não no que nos parece correto. Nesse ponto, entra também o outro tema do filme, o destino da humanidade: será que merecemos uma segunda chance? Essa era a tônica do período da Guerra Fria, a tensão constante de um cataclisma, a impaciência humana, as disputas por poder. De uma forma leve, Jogos de Guerra demonstra tudo aquilo.

Ainda assim, Jogos de Guerra é um bom exemplar de filme-entretenimento com temática responsável e preocupada com a situação atual do planeta. Bem feito, divertido e tenso na medida certa e com boas interpretações. Daqueles que dá vontade de rever uma vez ou outra.
Jogos de Guerra (WarGames: 1983 / EUA)
Direção: John Badham
Roteiro: Lawrence Lasker e Walter F. Parkes
Com: Matthew Broderick, Dabney Coleman, John Wood, Ally Sheedy.
Duração: 114 min.