
Foi com essa consciência que o Conselho Jedi Bahia (sim, existe esse conselho), invadiu o UCI Iguatemi na última terça-feira vestido a caráter. Tinha todo tipo de Sith e Jedi, além de soldados da Aliança esperando ansiosamente por mais uma dose de aventura. O cuidado com a fantasia era tanto que um dos líderes do conselho, João Marcelo, trazia uma trança no cabeço representando o símbolo do padawan, já que seu personagem Obi Wan Kenobi ainda não era um Jedi no Episódio 1. Segundo ele, ia ser difícil ter que aturar Jar Jar Binks em 3D, mas vale tudo por Star Wars.

Outro chamariz para o filme é a presença de Natalie Portman, ainda longe do Oscar, como a rainha Amidala. Mesmo já tendo surpreendido o mundo com sua interpretação em O Profissional, Portman aqui não convence como uma grande atriz, parece estar em alguma espécie de piloto automático. Da mesma forma que Ewan McGregor faz número como Obi-Wan Kenobi, principalmente porque seu personagem quase não tem mesmo função nesse filme. Quem rouba a cena é mesmo Liam Neeson, como o Jedi Qui-Gon Jinn. Ele sim, passa a verdade do seu personagem, seu drama, sua trajetória trágica.

Por fim, Episódio 1 é um filme sem alma. Um remendo de diversas situações de diversos filmes diferentes. Até a destruição da nave de controle da Federação é muito semelhante a destruição da Estrela da Morte no Episódio 6, até o grito de Anakin saindo em velocidade do local lembra Lando saindo na Millennium Falcon. Isso sem falar na melhor cena do filme, a corrida de Pods, que é claramente inspirada em Ben-Hur.
Mas, como disse João Marcelo, "é Star Wars e pela Saga vale a emoção dos fãs". Não tem novidade, não tem novos efeitos que chamem a atenção de leigos, não tem grande diferença em ser na terceira dimensão. O que importa é que a força esteja com todos que compartilham a paixão por essa Galáxia Muito Muito Distante reconstruindo a magia do cinema.