
Em O Prisioneiro do Rock ele é Vince Everett, um jovem que mata por acidente um homem em uma briga de bar. Condenado de 1 a 10 anos de prisão, ele conhece seu companheiro de cela, Hunk Houghton (Mickey Shaughnessy) que o mostra o caminho para a carreira musical. Vince acaba saindo antes do previsto, após 14 meses de clausura e vai lutar por um lugar na disputada indústria fonográfica com a ajuda da bela Peggy Van Alden, vivida por Judy Tyler.

Há construções forçadas e estereotipadas como a própria rebeldia de Vince que parece sempre exagerada. Vemos isso em cenas como a que ele agride um guarda ou quando quebra o violão na mesa do cliente do bar. Mas, há também um brilho próprio no personagem que nos faz crer naquela luta por um lugar ao sol. Claro que, quando o vemos abrir a boca para cantar, vemos Elvis Presley e assim fica fácil acreditar que Vince é um talento nato, pronto para ser descoberto, mas ainda assim, sua trajetória funciona.


Há ainda na figura de Vince uma auto-afirmação da geração rock n´roll. Não apenas pela "marra" e estilo rebelde de ser e reconstruir o mundo, mas na atitude impor seu estilo. A cena em que destrata um grupo admirador de jazz é um símbolo disso. Assim como a própria questão fonográfica de que os "jovens" estavam querendo o rock, quando Vince diz a Hunk que não há espaço para músicas antigas.
Mesmo com alguns percalços e construções datadas, O Prisioneiro do Rock não deixa de ser um marco na carreira de Elvis Presley e do próprio cinema. Um filme a ser lembrado e uma boa forma de comemorar o Dia do Rock. Para isso, segue o clipe da música tema.
O Prisioneiro do Rock (Jailhouse Rock, 1957 / EUA)
Direção: Richard Thorpe
Roteiro: Guy Trosper, Nedrick Young
Com: Elvis Presley, Judy Tyler, Mickey Shaughnessy e Dean Jones
duração: 96 min.