
Sucesso entre pré-adolescentes, o personagem Greg Heffley, criado por
Jeff Kinney chega ao seu terceiro filme,
Diário de um Banana: Dias de Cão. O mesmo nome do quarto
livro da série que já está em sete capítulos. Mantendo a mesma linguagem divertidamente
infantil, este deve ser mais um sucesso de bilheteria.
Greg está se preparando para as
férias de verão. Seu sonho é passar os dias jogando videogame, mas seu pai vai exigir que ele se exercite. As tentativas são grandes, mas a única coisa que anima o garoto de sair de casa é a possibilidade de encontrar a colega Holly Hills, paixão platônica que ele ainda sonha conquistar. Entre
aventuras e travessuras, Greg tentará sobreviver às
férias, passando pelo horror da piscina municipal, o belo
clube onde seu amigo Rowley Jefferson é sócio, um
acampamento frustrado e algumas outras surpresas que fazem os planos não saírem exatamente conforme o planejado.
Diário de um Banana é essencialmente
infantil e a construção de seu roteiro se apropria bem dessa linguagem criando uma mundo sob a perspectiva do garoto Greg. Talvez por isso, os adultos pareçam sempre tão bobos. E situações possam ser tão exageradas como a lotação da
piscina, as situações em que o irmão se mete ou a garotinha inimiga seja tão caricata. Jogar
videogame o dia inteiro começa a parecer uma aventura e tanto. Enquanto que interpretar o livro "Mulherzinhas" com a mãe, uma furada.

Mas, o interessante da adaptação do
livro, é que não se perde o original de vista. Desde a apresentação dos personagens, há sempre inserções dos
desenhos dos mesmo, criando um
link referencial. A montagem do
filme ganha uma dinâmica com a mistura, seja quando Greg conversa com o público em seu quarto, ou nas diversas situações inusitadas que ele passa. Sempre de maneira lúdica e
divertida.

A trama é bem simples com
confusões diversas e muitos estereótipos. Mas, a proposta se desenvolve de uma forma bastante fluida. Afinal, estamos acompanhando a visão daquele garoto que sempre se mete em confusões. Acabamos nos locando no lugar dele e nos divertindo também. Por mais boba que seja uma situação, acaba fazendo sentido naquele contexto. Não se torna
over, não incomoda. O tempo passa sem que sintamos.
E os atores conseguem conduzir bem o clima, sem exagerar nos trejeitos.
Zachary Gordon se torna um Greg bem desenvolvido. Criando empatia com o público e tornando a trama mais fácil. Ele consegue ser engraçado, sem ser caricato. É interessante que todos os personagens de
Diário de um Banana sejam estereótipos, menos Greg. Isso nos dá o início exato de sua visão de mundo.
Sem incomodar os adultos que entendem a proposta de linguagem. E criando um vínculo com as crianças e
pré-adolescentes,
Diário de um Banana é um
filme divertido. Não traz nenhuma inovação, nem mesmo potencial para se tornar clássico, apesar do sucesso estrondoso dos
livros, mas que cumpre o seu papel. Dará uma ótima
Sessão da Tarde no futuro.
Diário de um Banana: Dias de Cão (Diary of a Wimpy Kid: Dog Days, 2012 / EUA)
Direção: David Bowers
Roteiro: Maya Forbes e Wallace Wolodarsky
Com: Zachary Gordon, Robert Capron, Peyton List, Steve Zahn e Devon Bostick
Duração: 94 min