
A educação é a base de qualquer cultura, de qualquer sociedade, do próprio sentido de humanidade. E ser um bom professor é conseguir fazer com que seus alunos pensem por si mesmos. Não é obrigá-los a decorar fórmulas, mas compreender que a vida é mais do que cartilhas. No cinema, tivemos diversos exemplos de professores assim. Pessoas marcantes que souberam conduzir suas turmas e lhes dar asas. Por isso, neste 15 de outubro, vamos relembrar alguns deles.
Mudança de Hábito 2
Direção: Bill Duke

Ainda que não seja um ótimo exemplar cinematográfico, o filme consegue passar a sua lição e Whoopi Goldberg cativa como a professora que mostra o que aqueles jovens tem de melhor, unindo-os em um projeto e os fazendo realizar um número musical envolvente na parte final do filme. Clichê, sim, mas ainda assim um exemplo.
Uma Professora Muito Maluquinha
Direção: André Pinto, César Rodrigues

Paola Oliveira interpreta Catarina, a Cat e consegue nos passar uma simpatia instantânea. A personagem esbanja graça e beleza conquistando a todos dentro e fora das telas. Mas, o que encanta mesmo a sua forma de despertar a curiosidade dos alunos, sem seguir a cartilha do ensino médio. Uma ode à inocência infantil que está tão esquecida nos tempos de hoje.
Entre os Muros da Escola
Direção: Laurent Cantet

Porque mais do que rotina escolar, o roteiro fala de respeito mútuo, de limites, papel do educador, papel dos pais e de como lidar com comportamentos rebeldes. Um dos temas mais abordados é a forma de punição, os conselhos de classe, a validade ou não de uma expulsão e como o professor deve se comportar diante de alunos mais rebeldes. Um verdadeiro exemplo sobre os desafios além do superficial que é realmente educar. Baseado em um livro de François Bégaudeau com o mesmo nome.
A Onda
Direção: Alex Grasshoff

Na verdade, a história é baseada em um acontecimento real em uma escola norte-americana de 1967. Em uma aula de História, os alunos questionam como o povo alemão não percebeu a ascensão do nazismo e o que estava por trás dele. O professor Burt Ross, então, resolve fazer uma experiência com eles, criando uma série de regras que resulta no movimento A Onda. Os alunos são envolvidos por aquilo sem perceber que estão se tornando um grupo nazista. É quando o professor reúne a todos no auditório e lhes apresenta o líder da experiência, ensinando algo que eles não esquecerão pelo resto de suas vidas.
Filhos do Silêncio
Direção: Randa Haines

E o desafio maior de Leeds está exatamente na aluna rebelde. Ou melhor, na faxineira do colégio que se recusa a tentar qualquer método de ensino. Ele acaba se apaixonando por ela, e os dois envolvidos entre a emoção e as convicções geram ainda outros plots interessantes para o filme, relacionados ao respeito dos limites e escolhas de cada um.
O Sorriso de Monalisa
Direção: Mike Newell

Em sua atitude contestadora, Elizabeth acaba influenciando algumas de suas alunas que começam a querer mais da vida do que simplesmente arranjar um bom marido para casar. Mas, ao mesmo tempo, tem que enfrentar os administradores do colégio e até algumas alunas conservadoras.
Ao Mestre com Carinho
Direção: James Clavell

A grande diferença da postura do professor Mark Thackeray é tratar os garotos como adultos e não como meninos marginais. Ao cobrar deles atitudes de iguais, ele acabou demonstrando um respeito único que os fez também respeitá-lo, invertendo a situação desfavorável. Um exemplo, realmente.
Nenhum a menos
Direção: Zhang Yimou

A obsessão, então, da garota em fazer cumprir a promessa de que nenhum aluno abandonaria a escola se torna comovente. Primeiro, ela age quase com um robô, é verdade, copiando lições e fazendo o tempo passar. Mas, o senso de responsabilidade perante aquela turma começa a envolvê-la. E a parte final, onde ela faz de tudo para encontrar um aluno que tinha ido para capital, é emocionante.
Escritores da Liberdade
Direção: Richard LaGravenese

O exemplo de Erin Gruwell, vivida por Hilary Swank, é um exemplo único de como trazer os alunos para próximo da escola. Ao criar a atividade do diário dos alunos, ela não apenas os ensina a escrever, como a perceber que suas vidas tem valor. E que na escola eles também podem aprender a trocar experiências. Assim, ela mostra que a vítima da sociedade não deve simplesmente se acomodar e que sempre existe uma solução, basta que alguém acredite nela.
Sociedade dos Poetas Mortos
Direção: Peter Weir

O Sr. Keating, vivido por Robin Williams consegue passar para aqueles meninos, mais do que uma lição de literatura. O captain, como ele gostava de ser chamado, os ensinou a ver a vida. A compreender qual era a essência de cada um e o que queriam para os seus próprios futuros. Sem a influência dos pais, dos professores ou da sociedade. Um verdadeiro exemplo de vida. Poético, belo e emocionante.