
A curadoria do Festival caprichou trazendo títulos que estão povoando o imaginário baiano ao participar de diversos festivais pelo país. Alguns, inéditos em solo baianos como Eles Voltam, de Marcelo Lordello, que dividiu o prêmio de melhor filme com Era uma vez eu, Verônica, de Marcelo Gomes, no Festival de Brasília. Outros que já passaram com sucesso pelo Panorama Coisa de Cinema como Boa Sorte Meu Amor, de Daniel Aragão, e O Som ao Redor, de Kléber Mendonça Filho.
Tem ainda mais uma exibição do filme Ritos de Passagem, de Chico Liberato, animação que conta um encontro fictício entre Lampião e Antônio Conselheiro na barca de Caronte, o barqueiro do Rio da Morte. Um encontro, no mínimo inusitado que traz muito da cultura e história do povo nordestino.

Em Conquista, ela estará completa com a exibição de adaptações cinematográficas das obras literárias Dona Flor e seus Dois Maridos, de Bruno Barreto, Tieta do Agreste, de Cacá Diegues, Quincas Berro D’água, de Sérgio Machado, Capitães da Areia, de Cecília Amado, além dos documentários Jorjamado no Cinema, de Gláuber Rocha, e Jorge Amado, de João Moreira Salles. Terei o prazer de estar lá no dia 07 de novembro para falar sobre a obra do escritor, dentro da programação do projeto.
Esta edição da Mostra de Conquista traz também uma novidade. O prêmio ABCV/ABD-Ba de Melhor Filme Baiano. Serão nove curtas na disputa, que serão escolhidos pela diretora institucional da ABCV, Carollini Assis, roteirista e jornalista; o cineasta Roque Araújo, homenageado da Mostra em sua sexta edição e quase uma lenda viva do cinema baiano tendo iniciado a carreira em Redenção; e esta que vos fala. Terei a honra de compor o júri dos curtas e também cobrir o restante da Mostra durante esses dias.
Então, é isso, a programação completa e todos os detalhes da Mostra Cinema Conquista, você podem encontrar no site oficial do festival. E aqui, no CinePipocaCult, vou procurar escrever sobre a maior parte possível dos filmes que passarem por lá.