
A expectativa se fez em 1986 com as onze indicações de A Cor Púrpura. O problema é que o que parecia ser uma noite de consagração, se tornou uma grande decepção. Das onze indicações, A Cor Púrpura não levou uma única estatueta. E Steven Spielberg continuou sua sina sem premiações até a década seguinte, quanto dirigiu sua obra prima A Lista de Schindler. E olha que, entre A Cor Púrpura e a trama sobre Schindler, ele ainda dirigiria obras como O Império do Sol, Além da Eternidade, Hook - A Volta do Capitão Gancho e Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros.


Com ou sem Lincoln, o fato é que Steven Spielberg é um dos grandes diretores de sua geração. E fica até difícil fazer um ranking dele. Como é um mestre do melodrama, no entanto, colocarei aqui, então, os seus filmes que mais emocionaram.

Confesso quase com vergonha que demorei a assistir esse filme. Muito jovem na época do lançamento, tinha a sensação de que seria uma obra histórica enfadonha. Ainda me lembro de minha mãe assistindo-o sozinha em uma noite e no dia seguinte sentenciando que eu e meu pai tínhamos que ver aquele filme. Obedeci e não me arrependi. Spielberg consegue nos envolver e emocionar de uma maneira ímpar. Mesmo que o tema já seja propício, aqui ele conseguiu com sensibilidade ir além.

Uma memória afetiva, é verdade. E.T. é símbolo da infância. Mas, mesmo hoje é possível rever, apreciar e se emocionar com a trajetória desse simpático extraterrestre perdido no planeta Terra e sua bela amizade com o garotinho Eliot. Várias frases e cenas ficaram famosas e são um exemplo.

Não tem como não se emocionar com a história da sofrida Celie, interpretada por Whoopi Goldberg. A relação das duas irmãs, sua dolorosa separação, o porto seguro nas cartas, a forma como tudo vai sendo reconstruído, o desabafo de Celie. Sem dúvidas uma obra para ver, rever e chorar.

Outro filme com uma carga emocional incrível. O ainda pequeno, Christian Bale, nos envolve em sua jornada difícil de prisioneiro de guerra. Lembro da primeira vez em que vi esse filme na televisão e fiquei impressionada com o garotinho rico que vai tendo que aprender a sobreviver naquela prisão. É forte, doloroso e emocionante como só Spielberg sabe fazer.

Esse é um filme subestimado. Visto por muitos como menor, mas é também extremamente emocionante. A insistência de Viktor Navorski, personagem de Tom Hanks, em cumprir o último desejo de seu pai é tocante. É um filme fácil de acompanhar, mesmo acontecendo quase todo dentro de um aeroporto. E a cena em que ele finalmente consegue ir àquele bar não deixa de ser emocionante.