
Vai-Vai: 80 anos nas ruas
(Fernando Capuano. Brasil: 2011)"Quem nunca viu o samba amanhecer vai no Bexiga pra ver, vai no Bexiga pra ver". Esses versos de Geraldo Filme são os mais cantarolados durante o documentário Vai-Vai: 80 anos nas ruas. Tanto que uma brincadeira no final a transforma em "vai no cinema pra ver". Mas, é uma pena que o que falte no filme seja exatamente música.

Mas, o samba fica em segundo plano. Apenas com 30 minutos de documentário vamos ouvir a primeira música. E depois só na parte final, teremos novamente. E são esses os melhores momentos. O ensaio da escola de samba, com as brincadeiras de um dos integrantes que se destaca. O clipe final. E a apresentação junto a orquestra comandada por João Carlos Martins, tocando a 5ª Sinfonia de Beethoven.

Mas, tanta fala acaba cansando. Poderia ser melhor distribuído com um roteiro mais criativo. Ainda assim, é daqueles filmes que informam e envolvem pelo tema, pela curiosidade e claro, pelo samba. Que mesmo tímido e com pouco espaço bate forte no final, nos fazendo sair cantarolando.
From the Steppes to the city
(Tim Pearce, Sophie Lascelles e Marc Tiley, Reino Unido: 2011)O que o documentário Vai-Vai: 80 anos nas ruas tem demais, From the Steppes to the city tem de menos. Ainda que a proposta do filme seja de observação no melhor estilo cinema direto, fica faltando informação. É uma cultura diferente da nossa, desconhecida. Então, apenas observar nos deixa com diversas perguntas não respondidas.


De qualquer maneira, vamos acompanhando a jornada como observadores. Muita coisa interessante, mas também a sensação de repetição em muitos momentos, principalmente de uma determinada música. From the Steppes to the city acaba sendo um primeiro contato com uma cultura que pouco conhecemos e que não deixa de ser curiosa e interessante.
Sunset Strip
(Hans Fjellestad, EUA: 2012)Na avenida Sunset Boulevard existe um trecho especial de 2,4 Km que é conhecido como Sunset Strip. É a rua que liga Hollywood ao bairro de Beverly Hills e por onde todos os sonhos artísticos passam.

O filme começa, inclusive com um Festival no meio da rua, onde Slash (ex-Guns n´ Roses) e Fergie (The Black Eyed Peas) se apresentam. Aliás, como observação curiosa é uma boa oportunidade de ver o rosto do guitarrista nos depoimentos do filme, já que ele sempre faz questão de colocar o cabelo na frente.

Outro momento que chama a atenção é o relato da mudança de estilo, quando o heavy metal perde para o rock grunge do Nirvana. Uma espécie de quebra, marco novo no estilo de vida e costumes daquele grupo.
Sunset Strip acaba sendo um grande apanhado de casos e experiências, que nos trazem curiosidades, mas não refletem sobre a importância de tudo aquilo. Nem recria diante do apresentado. Talvez apenas nos créditos, onde uma animação muito boa resume tudo o que vimos em seus 99 minutos.