
Engraçado que o plot inicial de Toy Story seja a disputa entre Woody e Buzz para ver quem é o preferido de Andy. Inimigos na disputa de uma amizade, acabam se tornando amigos inseparáveis. Essa é uma das magias de Toy Story, construir de maneira simples sentimentos tão profundos.

Woody é o cara certinho, reclamão e o herói à moda antiga. Preferido de Andy é também o líder da turma. E parece que ele só é o líder por ser o boneco preferido, quase como se Andy fosse quem ditasse a personalidade do seus brinquedos. O que não é exatamente verdade, senão o Cabeça de Batata seria um vilão e o dinossauro Rex uma fera. Há uma vida e uma personalidade nos bonecos que vai além da vontade do garoto.
Já Buzz é um patrulheiro do espaço. Ou pelo menos pensa que é, só com o tempo ele entende que é um brinquedo e que seu raio laser e suas asas não funcionam de verdade. Sua chegada abala a supremacia de Woody, mas ele não é exatamente mau. É apenas o novato querendo ganhar espaço. Um pouco petulante, é verdade, e presunçoso, mas um bom coração.
Quando os dois começam a se entender, Buzz aceita a liderança nata de Woody e se torna seu braço direito. Juntos, eles passam por muitas aventuras. Até pela dupla personalidade do patrulheiro, que se torna um amante espanhol no terceiro filme da série. Mas, se tornam melhores amigos, companheiros inseparáveis. Daqueles que só se pode admirar e desejar ter uma amizade igual.
Amigos são mais do que irmãos, são parentes escolhidos pelo coração e pela afinidade. Por isso, uma amizade verdadeira é sempre tão emocionante e bonita de acompanhar. E amigos não escolhem gêneros, classes, raças, nem mesmo origem. Podem ser cães, gatos, pássaros, seres humanos, e claro, bonecos. É só ter um pouco de sentimento e vontade de compartilhar momentos.