
Ray Breslin é um especialista em prisões de segurança máxima. Passou a vida testando e descobrindo falhas em diversas delas até lançar um livro sobre o assunto. Com suas indicações, uma prisão a prova de fugas foi criada e é nela que Ray vai ser preso, em uma trama que parece ter sido armada para tirá-lo de uma vez por todas de circulação. Agora, ele terá que encontrar uma brecha em sua própria perfeição.
A premissa é simples, quase absurda, mas funciona bem. Um dos grandes responsáveis por isso é a apresentação da trama e do personagem principal. A forma como vamos descobrindo quem é Sylvester Stallone é bem realizada, desperta a nossa curiosidade, e quando percebemos, já estamos envolvidos. Cria-se uma verossimilhança na trama e não questionamos tanto alguns absurdos, até mesmo em relação à CIA.

Todo o roteiro está em função dessa busca por brecha, mas é interessante a forma como constrói isso dentro daquele espaço fechado e com boas informações. Nos sentimos também ali, presos com ele. Começamos a fazer suposições. Esperamos um final óbvio, mas queremos ser surpreendidos na forma. Enquanto isso, o tempo passa de uma maneira bem administrada, sem perder o ritmo e o interesse.
E o mais curioso é que o roteiro de Rota de Fuga consegue justificar e surpreender até mesmo nos clichês e diversos erros de construção. Quando pensamos que algo está mal explicado e estranho, uma cena mais a frente vai demonstrar que foi proposital. É de se admirar o esforço em não ser simplesmente uma mistura indigesta em função da ação.
Rota de Fuga é um filme simples, mas bem conduzido. Cumpre aquilo a que se propõe e diverte o público. Seja pela história, por seus atores ou por todo o misancene em torno do tema. Como disse, uma grata surpresa.
Rota de Fuga (Escape Plan, 2013 / EUA)
Direção: Mikael Håfström
Roteiro: Miles Chapman, Jason Keller
Com: Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, 50 Cent, Jim Caviezel, Faran Tahir e Amy Ryan
Duração: 116 min.