
O curioso é que pude assistir O Hobbit com dois deles após o evento (um contra e outro a favor) e ambos saíram satisfeitos da sessão. Ou seja, O Hobbit, ao contrário do que era esperado, já que virou uma trilogia de um livro simples, agradou a todos. E aumentou a expectativa para A Desolação de Smaug. Resta acompanhar como tudo isso terminará. Quem não teve a oportunidade de conferir o evento, veja abaixo.
Engana-se também quem acha que Peter Jackson vive apenas de adaptações de Tolkien. Elas se tornaram seu maior trunfo, é verdade. Porém, o diretor sempre flertou com a fantasia e o sobrenatural. Talvez, por isso, os Elfos ganhem tanta força em suas adaptações. Um diretor e produtor que sempre busca mergulhar de cabeça naquilo que faz.
Então, tirando a trilogia O Senhor dos Anéis e a trilogia inacabada de O Hobbit, lembremos aqui cinco trabalhos de destaque do diretor em ordem cronológica.

Há quem defenda que este é o melhor filme de Peter Jackson. Sério. Uma comédia escatológica, que tem em sua trama zumbis, ou melhor, uma mãe zumbi que gera toda a epidemia ao ser protegida e escondida por seu filho Timothy Balme. Construído com muito humor e ironia, Fome Animal é uma espécie de clássico trash.

Primeiro longametragem de Kate Winslet, que interpreta a jovem Juliet Hulme, que junto com Pauline Parker (Melanie Lynskey), vive uma intensa amizade afastada pelos pais. As duas, então, começam a planejar a morte dos mesmos. O filme, que teve o roteiro indicado ao Oscar e deu a Peter Jackson o Leão de Prata em Veneza é baseado em um caso real. Um filme intenso, mas que acabou sendo pouco conhecido do grande público.

Esse filme de 1996 protagonizado por Michael J. Fox mistura suspense e comédia em uma trama divertida. Michael J. Fox é Frank Bannister, que após perder a esposa em um trágico acidente, passa a conviver com dois fantasmas que se comunicam com ele. O rapaz resolve, então, aplicar pequenos golpes com a ajuda dos amigos sobrenaturais. Eles "assombram" uma casa, e ele é contratado para "expulsar" os fantasmas. Até que eles despertam o fantasma de um assassino em série. Pura diversão com a cara dos anos 90.

Mais do que um filme, King Kong é uma realização de um sonho para Peter Jackson. Fã da versão original de 1933, foi aí que ele decidiu que queria ser um diretor de cinema. O filme tem alguns problemas de roteiro e acaba sendo longo demais, são 187 minutos. De qualquer maneira, é um menino brincando com sua fantasia e consegue passar a alma em sua obra.

Muitos torcem o nariz para esta obra. Realmente, ela tem problemas e vai caindo a qualidade à medida que o clímax se aproxima. Porém, também tem seus méritos, principalmente na tensão inicial, a fotografia e a direção de arte que são muito bem cuidadas e belas. Apesar de um roteiro mal desenvolvido, a história é boa, nos envolve e nos instiga, mexe com nossas emoções e, por isso, não se torna um desperdício, apesar de ser apenas um filme mediano.