
Um mágico famoso é contratado para desmascarar uma jovem e bela médium que está envolvendo uma família de milionários no sul da França. Um cético inveterado, ele vai sendo seduzido aos poucos pelo charme e pelos supostos poderes da moça.
Uma comédia irônica, com o típico humor ácido de Woody Allen e uma certa melancolia que Colin Firth parece encarnar do próprio cineasta. Aquele tom meio ingênuo e complexo ao mesmo tempo, fascinado e ao mesmo tempo fechado ao universo feminino. E em crise de consciência.

Mas, ao mesmo tempo, tudo se torna tolo, pela forma pouco inspirada com a qual Woody Allen vai conduzindo a trama em seus pontos de virada. A cena na casa da tia Vanessa chega a ser tola em sua resolução rápida e pobre. Difícil de acreditar em uma mudança tão profunda daquela maneira simples. Da mesma maneira que a cena da reza é o reverso também abrupto.

Magia ao Luar demonstra que Woody Allen parece também mais amargo e sem paciência para as trivialidades da vida. Como se não acreditasse mais no sentido de seu próprio trabalho. Ou até no sentido da vida. E queira, desesperadamente, encontrar alguma inspiração que o faça mudar seu ponto de vista, mas também é cético quanto a possibilidade disso.
De qualquer maneira, é um filme Woodialiano de ser. Apesar de algumas precipitações, possui um texto inteligente, irônico e divertido. Com boas atuações e uma direção correta. Não entra para o hall de suas pérolas, mas não é um filme ruim.
Magia ao Luar (Magic in the Moonlight, 2014 / EUA)
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Com: Colin Firth, Emma Stone, Eileen Atkins, Marcia Gay Harden, Jacki Weaver, Antonia Clarke, Natasha Andrews
Duração: 97 min.