
T.S. Spivet é um garoto superdotado que vive em uma fazenda em Montana com seus pais e seus dois irmãos. Um dia, uma ligação anuncia que ele foi laureado com um importante prêmio no meio científico. O júri, no entanto, não sabe que ele é apenas uma criança. Mesmo assim, ele foge de casa e embarca em uma jornada até Washington, atravessando os Estados Unidos de trem, sem ter ideia do que pode encontrar.
Mais do que a história, chama a atenção a forma como o filme é conduzido por Jean-Pierre Jeunet, representando o universo próprio do garoto, em um misto de imaginação, lembranças, desejos e, claro, realidade. T.S. tem um jeito próprio de encarar a vida, como todo garoto superdotado. Questiona o professor, vai além do ensinado, não se dá bem com o pai fazendeiro e tenta se comunicar com a mãe que vive pesquisando insetos.


Apesar do cérebro brilhante, T.S. é uma criança e seu emocional é bastante infantil, condizente com sua idade, isso fica evidenciado no discurso onde mistura explicações cientificas com os medos e traumas, principalmente pelo destino de seu irmão. Simbologias que dariam teses de psicologia. Mas, aqui são conduzidas com simplicidade. E o garotinho Kyle Catlett consegue segurar bem toda a tensão do personagem.
Uma Viagem Extraordinária tem um tratamento infantil, com diversas alegorias que soam exageradas ou mesmo destoantes, mas consegue tocar em assuntos profundos. É divertido, envolvente e bem conduzido.
Visto no 12º Festival Internacional de Cinema Infantil - FICI
Uma Viagem Extraordinária (The Young and Prodigious T.S. Spivet, 2013, França / EUA / Canadá)
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Roteiro: Jean-Pierre Jeunet e Guillaume Laurant
Com: Kyle Catlett, Helena Bonham Carter, Judy Davis
Duração: 105 min.