
Ewa Cybulska chega com sua irmã ao porto de Nova York com a esperança de encontrar seus tios e começarem nova vida na cidade norte-americana. Mas algo parece dar errado na imigração e ela está prestes a ser deportada, enquanto sua irmã entra em quarentena. É quando o misterioso Bruno Weiss resolve ajudá-la, mas sua ajuda não é exatamente aquela se a moça gostaria.

Marion Cotillard nos envolve nessa delicada construção da imigrante tímida, recatada, apavorada com a realidade em que é jogada e, aos poucos, vai aprendendo a se virar nesse novo mundo que passa a ser seu. A atriz tem momentos extremamente delicados onde mostra toda a sua capacidade de interpretação como quando a personagem é descoberta em roubo, ou quanto é entrevistada e humilhada no palco em que as garotas de Bruno se apresentam.


James Gray dirige o filme com um ritmo próprio que nos dá momentos de contemplação e outros rápidos, quase picotadas, saltando inclusive no tempo de maneira bastante fluída para mostrar a modificação de Ewa. O filme é grandioso e ao mesmo tempo intimista, nos fazendo parte da cena e do drama daqueles personagens de maneira bastante particular.
Era Uma Vez em Nova York é daqueles filmes que nos arrebatam por ter um ar de clássico, extremamente bem construído, nos fazendo refletir e sentir o drama de sua protagonista por uma perspectiva muito própria, ainda que abordando um tema já tão batido. Não por acaso, fez parte da seleção oficial de Cannes em 2013.
Era Uma Vez em Nova York (The Immigrant, 2014 / EUA)
Direção: James Gray
Roteiro: James Gray, Ric Menello
Com: Marion Cotillard, Joaquin Phoenix, Jeremy Renner
Duração: 120 min.