
Em 1982, houve um campeonato mundial de Fliperama. E a Nasa gravou o evento para enviar ao espaço junto com uma compilação de vídeos sobre a nossa cultura na época. A ideia era fazer contato com alguma forma alienígena que pudesse existir, o problema é que os aliens interpretaram isso como uma declaração de guerra interplanetária e produziram os elementos dos videogames na realidade, invadindo o nosso planeta.

Nem vou me ater ao fato do clichê e requentamento de ideias que vem desde Independence Day. O nerd loser que se torna herói também é algo extremamente batido. Mas, também não é esse o maior problema. Os problemas do roteiro estão na concepção em si do conflito e dos personagens, nada parece se encaixar completamente. Muito dessa construção é pura piada e ironia, é verdade, como o fato de o cara que não servia para nada ser o presidente da república. Mas, o exagero na construção do personagem de Adam Sandler força a barra no estereótipo, assim como o garoto-prodígio. Isso sem falar do "mafioso" Eddie Plant que só não é pior porque Peter Dinklage é muito bom ator.


Como se não bastasse tudo isso, os diálogos são tolos e forçados, com piadas forçadas e situações vexatórias como a primeira sequência de Adam Sandler na Casa Branca. Da trama do presidente, por sinal, só tem uma certa graça a referência a George Bush lendo para as crianças e brincando com bolo enquanto o mundo pega fogo. Já sua conversa com a primeira ministra britânica é qualquer coisa de esquecível.
Chris Columbus até tenta, a direção do filme não é ruim. O ritmo é ágil, os efeitos são muito bons. Mas, o roteiro não ajuda. Concentrando-se na nostalgia dos anos 80 e nas cenas de ação, o filme consegue te divertir. Mas, é também muito fácil de de irritar em diversos aspectos. Destaque ainda para os créditos com o resumo da trama em Pixels.
Pixels (Pixels, 2015 / EUA)
Direção: Chris Columbus
Roteiro: Tim Herlihy, Timothy Dowling
Com: Adam Sandler, Kevin James, Michelle Monaghan, Peter Dinklage, Josh Gad
Duração: 106 min.