
Ellis Lacey sai do seu país natal incentivada por sua irmã mais velha que não vê futuro para ela na Irlanda. É a irmã que consegue a passagem e o emprego em uma loja, negociados por um padre irlandês que já mora no local. Cheia de sonhos e temores, Ellis desembarca no Brooklyn, sofre com a adaptação, sente falta de casa, mas aos poucos irá encontrar seu lugar, até que algumas reviravoltas acontecem.

Ellis trabalha, estuda, muda de postura e vestuário. Encontra o amor em um simpático italiano que é o oposto de todos os estereótipos do imigrante. Doce, trabalhador, apaixonado, quase um príncipe encantado. Tem um futuro promissor, sem grandes conflitos. O roteiro, então, busca criar alguns, mas não os desenvolve de maneira muito coerente, tornando a segunda parte da obra algo estranho, sem nexo, sem mesmo justificativas plausíveis para as atitudes da protagonista a partir de então.

As atuações são coerentes, mas também sem grandes destaques. Não dá pra entender, por exemplo, a indicação de Saoirse Ronan a melhor atriz. Mas, parece que esse é mesmo um Oscar de indicações questionáveis. O próprio Brooklyn surgir como um dos indicados a melhor filme não parece algo justificável.
Um filme correto, bem executado, mas sem grande brilho. Pode cativar pela sua história simples, mas também traz resoluções simplórias que acabam comprometendo a estrutura geral da obra. De qualquer maneira, é um filme bem feito.
Brooklyn (Brooklyn, 2016 / EUA)
Direção: John Crowley
Roteiro: Nick Hornby
Com: Saoirse Ronan, Emory Cohen, Domhnall Gleeson
Duração: 111 min.