
Independence Day chegou aos cinemas em 1996 e impressionou pelos efeitos especiais para a época. Outro ponto positivo, o carisma de Will Smith como o capitão Steven Hiller. Fora isso, tínhamos uma trama boba, com um final que trazia um Deus ex-machina, ou seja, uma resolução mágica que surge sem muita coerência. Vinte anos depois, eles resolvem ressuscitar o universo com uma estrutura bem parecida, só que sem o carisma de Will Smith.
Vinte anos se passaram na trama também. A Terra comemora todo dia 04 de julho a vitória sobre os alienígenas, os governos utilizam as armas e máquinas do povo vencido e alguns aliens são mantidos como prisioneiros em estado catatônico. Mas, o medo ainda paira no ar. Alguns dos mais atingidos pela tragédia da invasão continuam estudando os inimigos e alguns, inclusive, parecem ter adquirido alguma espécie de ligação mental com eles. Tanto que são capazes de pressentir o retorno dos mesmos, dessa vez para dizimar a Terra.

Na verdade, Bill Pullman continua sento a figura lendária do líder que os leva à vitória. Mesmo paranoico, ele consegue discernir bem seus pensamentos e vai intervindo na trama de maneira positiva. É essa figura que o filme novamente enaltece, o homem branco estadunidense, íntegro, corajoso e capaz de liderar seu povo à vitória contra os alienígenas. Alienígenas esses que continuam pouco trabalhados.


De qualquer maneira, as batalhas são bonitas de ver. Os efeitos são bem feitos e tem adrenalina pela boa composição cênica. As cenas do desastre em Londres, por exemplo, são impressionantes. Mas, nada que não tenhamos visto em outros filmes melhores. Em 96, poderia ser novidade, hoje não passa de mais do mesmo. E sem uma história boa ou personagens carismáticos fica difícil comprar a ideia do filme. Até porque ele se leva a sério demais, tentando criar esse sentimento planetário na plateia, ainda que através da visão estadunidense.
Independence Day: O Ressurgimento, como disse, não é muito diferente do seu antecessor. O filme de 1996 só pode ser considerado melhor porque trazia um frescor de novidade e contava com o carisma de Will Smith como protagonista. Fora isso, são dois filmes com bons efeitos e história descartável. E o pior, fica um gancho para um terceiro filme.
Independence Day: O Ressurgimento (Independence Day: Resurgence , 2016 / EUA)
Direção: Roland Emmerich
Roteiro: Nicolas Wright, James A. Woods, Dean Devlin, Roland Emmerich, James Vanderbilt
Com: Liam Hemsworth, Jeff Goldblum, Bill Pullman, Jessie T. Usher, Maika Monroe, William Fichtner, Judd Hirsch, Charlotte Gainsbourg
Duração: 120 min.