
Treze anos depois de Procurando Nemo, a Pixar traz aos cinemas uma continuação da saga do fundo do mar. Só que agora a protagonista é Dory, a peixinha com perda de memória recente que, cá entre nós, sempre foi a melhor personagem de fato.
Apesar de sofrer de perda de memória recente, Dory consegue guardar algumas coisas em seu cérebro confuso. Tanto que lembra de Nemo e Marlin, assim como muitas coisas de suas aventuras. A principal delas é que fala baleiês...

É curioso que, apesar de protagonistas do primeiro filme, a justificativa de Nemo e Marlin irem com Dory é quase nula. Eles iniciam a jornada juntos, até porque ela não conseguiria lembrar da própria missão se ficasse tanto tempo sozinha, porém, depois que outros personagens entram em cena, eles ficam sem função.

Como novidade temos um instituto que trará algumas piadas, inclusive com a voz que narra as atrações locais. Na versão original Sigourney Weaver, na nacional, Marília Gabriela. E também algumas reflexões sobre a vida marinha e a interferência humana.
Apesar das boas ideias, no entanto, o roteiro traz algumas barrigas e uma cena em específico que exagera no tom, forçando uma graça que beira ao pastelão. Em compensação, traz uma profundidade maior no drama de Dory, principalmente em uma cena-chave, que nos mostra que seu problema não é mesmo só uma coisa engraçadinha.
No final, temos mais um bom filme da Pixar. Longe de ser uma obra-prima, mas traz camadas, ótimos momentos de diversão e de reflexão também.
P.S. Tem uma cena pós créditos que merece ficar no cinema para conferir.
Procurando Dory (Finding Dory, 2016 / EUA)
Direção: Andrew Stanton, Angus MacLane
Roteiro: Andrew Stanton, Victoria Strouse
Duração: 97 min.