
Baseado em um livro infantil, Jumanji fez sucesso em 1995 se tornando uma espécie de clássico da "Sessão da Tarde". Um filme divertido, sem maiores compromissos e explorando bem fantasia e aventura a partir de um jogo de tabuleiro mágico (ou amaldiçoado, diriam alguns). Parecia estranho ter uma continuação tantos anos depois, mas Bem-Vindo à Selva acaba funcionando dentro do seu propósito.

Com essa imersão dos gamers no jogo em si, vem a primeira estrutura de piada da trama, já que eles assumem a forma de seus avatares, sendo assim, um garoto nerd se transforma em Dwayne Johnson e uma garota vaidosa em Jack Black, já um jogador de futebol americano vira Kevin Hart. Essas brincadeiras com aparência em Jumanji: Bem-Vindo à Selva funcionam em algum nível, ainda que acabem se repetindo demais, tornando-se bobas.

A trama em si não tem muitos atributos, até por ser uma linha de videogame mais raso, com fases e obstáculos para uma missão. A princípio prometia mais, construindo até mesmo uma referência a Clube dos Cinco, mas no final, não passa mesmo de uma aventura sem maior compromisso, com artifícios até mesmo clichês e um vilão caricato. Até por isso, há um apuro visual com boas cenas de luta, piadas visuais e efeitos especiais criativos.
No final, Jumanji: Bem-Vindo à Selva cumpre a sua função, ainda que repetindo fórmulas, consegue dar um passo a mais, atualizando-se a seu tempo (ainda que o Nintendo pareça retrô mesmo para o ano de 1996) e criando uma aventura capaz de divertir e envolver.
Jumanji: Bem-Vindo à Selva (Jumanji: Welcome to the Jungle, 2017 / EUA)
Direção: Jake Kasdan
Roteiro: Chris McKenna, Erik Sommers, Scott Rosenberg, Jeff Pinkner
Com: Dwayne Johnson, Karen Gillan, Kevin Hart, Jack Black, Nick Jonas, Alex Wolff, Ser'Darius Blain, Madison Iseman, Morgan Turner
Duração: 119 min.