
Um anti-herói, que não leva nada a sério e pode literalmente explodir no início do filme. Este é Deadpool, que, nesse segundo filme, parece ainda mais anárquico e divertido. Ainda que como ele mesmo brinca, o roteiro seja “fraquinho”.
Não que a trama seja ruim. Há camadas na história onde é possível tirar inclusive mensagens positivas e, acreditem nele, valores familiares. Mas, ainda que o arco principal seja bem conduzido, há muitas inconsistências nele, algumas apontadas pelo próprio protagonista.

De qualquer maneira, o filme cumpre o seu propósito de entreter e manter o espírito da personagem, consagrando Ryan Reynolds, não apenas pela ótima interpretação como por ter brigado para que o projeto saísse do papel. Não deixa de ser um investimento corajoso da Fox, ainda mais com tanta violência e piadas pesadas.

Os efeitos especiais são também destaque, tendo muitas lutas bem orquestradas e uma criatividade nas situações, a exemplo da criação da X-Force. Isso sem falar nas participações especiais que dão um show à parte, seja em uma cena de uma porta fechando ou um flash no ar para desvendar quem seria um misterioso ajudante.
Deadpool 2 pode não ser tão consistente quanto o primeiro filme, mas consegue manter a essência da personagem com uma construção de valores coerentes em uma obra divertida e bem executada. No final, é aquilo que se espera dele.
Deadpool 2 (Deadpool 2, 2018 / EUA)
Direção: David Leitch
Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick, Ryan Reynolds
Com: Ryan Reynolds, Josh Brolin, Morena Baccarin, Zazie Beetz
Duração: 119 min.